quarta-feira, 13 de maio de 2009

ESTAMOS PREPARADOS?

A epidemia do momento, a Influenza A (ou gripe suína) parece que chegou até nós. Será? Bom, apesar de prontamente ter sido descartada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau-RR), não é conveniente festejar, como se Roraima fosse uma fortaleza impenetrável, com um fosso enorme em volta e recheado de crocodilos (jacarés, no nosso caso).

Temos que pensar: E se...? E se acontecer realmente? E se houver um caso real da doença em solo roraimense? E se esta epidemia chegar até nós? Estaremos preparados? Ou melhor: estamos HOJE preparados?

Me refiro ao nosso aparato médico. O Hospital Rubens de Souza Bento, o Hospital Geral de Roraima (HGR), foi o escolhido do Ministério da Saúde para ser a unidade de referência para acomodar os possíveis casos de Influenza A. Chega a ser até engraçado, pois quando o suposto caso chegou a conhecimento do público, as equipes médicas do hospital foram pegas de surpresa e foi um rebuliço total para conseguir máscaras para todos.

Sem falar também da unidade própria para tal, que precisa ser isolada, ter um sistema de ar adequado, para impedir que nada entre e nada saia, no que se diz respeito a microrganismos, e outras coisas mais. No HGR, trata-se de uma saleta que antes foi ocupada por um consultório odontológico e que não possui isolamento e os cuidados necessários para receber um paciente com a gripe.

É preciso que Roraima caia ‘na real’. Não estamos livres de problemas mundiais como esse da epidemia. Muitos acham que isso nunca vai chegar até nós, assim como achavam que a crise financeira jamais nos afetaria, e outros besteiróis. O Governo de Roraima já deveria tomar as medidas necessárias para impedir que a doença chegue por aqui e faça uma tremenda bagunça. Mas parece que ainda está de braços cruzados... vamos torcer para que eles estejam certos dessa segurança toda.


Caso suspeito em Roraima


Uma paciente de 55 anos, proveniente de Manaus (AM), deu entrada no Pronto Atendimento Airton Rocha na manhã de terça-feira, com sintomas similares a uma forte gripe que igualmente se assemelham à doença que deixou o mundo em alerta.

A mulher apresentava letargia, falta de apetite e tosse, além de febre. Tais sintomas se aproximam das características da gripe suína, o atual motivo de pavor dos seres humanos.

O alarme preocupou os servidores do hospital. Alguns profissionais de saúde passaram a usar máscaras N95, que só são empregadas em contato com pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas. Porém, a doença foi descartada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). O motivo seria o fato de a paciente não ter viajado para o exterior (a doença surgiu no México e se espalhou para 30 países) e de não haver nenhum caso da doença confirmado em Manaus (AM). Ela passou os últimos dez dias na Capital amazonense e quando retornou a Roraima começou a apresentar os sintomas de uma forte gripe.

A Influenza A é algo pavoroso e deve ser encarada com seriedade. Mesmo com sua ‘ferocidade’, pode ser controlada. Há remédios antivirais eficazes, mas devem ser administrados em até 48 horas depois do aparecimento dos primeiros sintomas da doença. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

Até o momento há 32 casos suspeitos da enfermidade no País e 34 estão em monitoramento. O número de casos confirmados no mundo aumenta todos os dias, enquanto no Brasil não se alterou: são oito pacientes.


De novo essa novela...


Todo mundo sabe dessa ‘lacuera’ que é a transferência de terras da União para Roraima. Já houve festinha e tudo mais para comemorar a conquista e tal. Mas parece que até agora as coisas são as mesmas e continuamos com a dependência da entrega das ‘chaves’ para podermos pensar em fazer alguma coisa com nosso nova propriedade.

A solenidade da primeira transferência, que aconteceria nesta terça-feira (12), foi adiada em acordo costurado entre o governador Anchieta Júnior e o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, tendo o senador Romero Jucá (PMDB), líder do Governo no Senado, como mediador.

O adiamento se deu em razão da necessidade de compatibilizar as agendas do ministro e do presidente do Incra, Rolf Hackbart. Uma nova data será anunciada posteriormente. Inicialmente serão repassados 1,2 milhão de hectares, referentes às glebas Cauamé e Caracaraí. O ato seguirá os preceitos contidos na MP 454. Ao todo, a União vai repassar ao Estado 6 milhões de hectares.

Os preparativos para a transferência foram concluídos na quarta-feira da semana passada (6). Os trabalhos foram realizados em parceria pelos técnicos do Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – e do Iteraima - Instituto de Terras de Roraima.

Segundo a notícia no Portal do Governo de Roraima, a transferência das terras “se reveste de importância ímpar para Roraima, em razão de dar legalidade e legitimidade ao Estado”. Daí, a necessidade da realização de uma solenidade maior, com a presença das autoridades federais, com musiquinhas, festinhas e tal...(bah!)

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